Cuidado com o termo: Groomer

No Brasil, o termo groomer acabou sendo adotado, de forma equivocada, para definir tosadores de alto padrão. Não haveria problema se essa palavra não fosse, justamente, a tradução exata de “tosador” na língua inglesa. Ou seja, nos países de idioma inglês, o termo refere-se ao profissional convencional e não tem qualquer relação com uma qualificação superior.

Embora esse uso inapropriado mude pouco a rotina do mercado nacional, ele expõe o desconhecimento de quem o emprega. Para nós da Unipet, que emitimos certificados também em inglês, o cuidado com a nomenclatura precisa ser rigoroso. Por isso, evitamos o termo groomer em nossas certificações.

Nosso público inclui muitos estudantes que residem ou planejam se mudar para os Estados Unidos. Inclusive, é comum recebermos brasileiros que moram no exterior e vêm ao Brasil para se capacitar, atraídos pelo excelente custo-benefício gerado pelo câmbio e pela nossa alta qualidade técnica — afinal, o Brasil é uma referência mundial no segmento de banho e tosa.

Para refletir essa excelência de forma correta, adotamos em nossos certificados o termo Esteticista Pet. Ele define o profissional de nível elevado que, além do banho e tosa convencionais, domina o embelezamento animal, técnicas avançadas de tosa na tesoura e tratamentos de pelagem. Afinal, um médico veterinário não se apresenta apenas como “veterinary” de forma genérica.

Dessa forma, seja aqui ou no exterior, fica claro que o termo groomer indica apenas o tosador regular, e não um especialista avançado. Uma alternativa tecnicamente apropriada seria Master Groomer, mas ela não é usual nem no mercado brasileiro, nem no internacional.


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